segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Nova técnica quer converter casca de laranja em biocombustível

Uma parceria entre cientistas britânicos, brasileiros e espanhóis pretende testar uma nova tecnologia para transformar resíduos alimentares, como cascas de laranja, em compostos químicos e biocombustíveis.

Segundo os cientistas, o método desenvolvido pode permitir no futuro, potencialmente, que os restos de alimentos sejam processados tanto domesticamente quanto em escala industrial.

Os pesquisadores dizem que a tecnologia poderia prover uma fonte renovável de carbono, além de resolver o crescente problema global do destino do lixo.
Eles acreditam que o método, que trata os restos alimentares com microondas concentradas, pode extrair compostos químicos úteis que podem ser usados na produção de materiais e biocombustíveis.

O método foi apresentado nesta semana pelo professor James Clark, da Universidade de York, na Grã-Bretanha, durante o Festival Britânico de Ciência em Bradford.
Juntamente com pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade de Córdoba, na Espanha, ele formou a Orange Peel Exploitation Company (Companhia para Exploração de Cascas de Laranja, em tradução livre), para coordenar as pesquisas.

Resíduos em quantidade
Os restos são um produto inevitável de processos cada vez mais complexos no suprimento global de alimentos, com resíduos orgânicos não utilizados sendo produzidos em grandes quantidades em várias etapas - nas áreas de cultivo, nas fábricas que processam os alimentos ou pelos próprios consumidores.

Na produção de mandioca na África, por exemplo, 228 milhões de toneladas de amido não utilizados são produzidos a cada ano. Na Europa, as plantações de café produzem a cada ano 3 milhões de toneladas de resíduos.

Na produção comercial de suco de laranja no Brasil, somente metade da fruta é usada, deixando o resto como resíduo. As cascas das laranjas geram cerca de 8 milhões de toneladas de resíduos ao ano.

O objetivo principal dos pesquisadores é testar a tecnologia no Brasil para aproveitar esses dejetos das laranjas.
Potencial

Cientistas esperam conseguir processar qualquer resíduo de alimento com a técnica
"Você pica a casca, coloca tudo em um campo de microondas, como faria em um forno doméstico, mas com uma potência muito maior. As microondas ativam a celulose, provocando a liberação de vários elementos químicos", explica Clark.

Um desses elementos químicos, d-limoleno, pode ser usado diretamente na fabricação de perfumes e outros produtos químicos.

Os produtos químicos derivados da casca de laranja poderiam ser usados para fabricar muitos dos materiais que atualmente dependem de petróleo.

Apesar de a tecnologia ainda estar em teste, Clark se diz otimista sobre o potencial do seu uso com todos os tipos de resíduos e em várias escalas.

A tecnologia com microondas poderia processar qualquer coisa que contenha celulose e funcionaria particularmente bem com papel e cartolina.

Os pesquisadores estimam que se a nova tecnologia se tornar disponível comercialmente, seria possível processar cerca de 6 toneladas de resíduos alimentares por hora com uma máquina com custo estimado em 1 milhão de libras (cerca de R$ 2,7 milhões).

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110916_laranja_microondas_rw.shtml

China tira do ar show de calouros que atraía milhões (CENSURA)

Autoridades chinesas de radiodifusão obrigaram uma TV regional a tirar do ar um popular show de calouros que atraía milhões de telespectadores.
O programa, Super Girl Voice, do canal a cabo Hunan TV, transformava artistas em celebridades nacionais desde que fora lançado, em 2004.

O órgão chinês de radiodifusão acusou o programa de desrespeitar o tempo determinado de exibição.
As autoridades já haviam imposto um limite à duração do programa, alegando estar preocupadas com a influência da atração sobre a juventude chinesa.

Mas alguns analistas da mídia chinesa acreditam que a real fonte de insatisfação das autoridades não seja o conteúdo do programa, e sim a enorme proeminência do show na TV de Sichuan, capaz de ameaçar a liderança de audiência e consequentemente o poder da estatal nacional CCTV.

O show de calouros viveu seu ápice em meados da última década, quando até 400 milhões de telespectadores sintonizavam o canal para ver a final do concurso, votando em seus candidatos preferidos através de texto e telefone.

Em 2007, porém, o programa foi banido pelas autoridades chinesas de ocupar o horário nobre na grade do país – ente 19h30 e 22h30 – ou impedido de ser transmitido por mais de duas horas diárias.
O método de votação por mensagem de texto também foi vetado, levando observadores a sugerir que as autoridades chinesas estavam incomodadas com a maneira democrática com que o programa escolhia seus vencedores.

Na sexta-feira, os responsáveis pelo programa na Hunan TV transmitiram o último episódio do programa, que será substituído por material promovendo "a ética e a moral" e abordando temas como saúde pública e dicas para a casa.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110919_china_calouros_pu.shtml

Cientistas da China clonam porco que sobreviveu a terremoto

Cientistas chineses clonaram um porco que ganhou status de herói no país, em 2008, após ter sobrevivido ao terremoto que assolou a província de Sichuan quando ficou um mês debaixo dos escombros, segundo informações divulgadas na mídia chinesa.

Seis filhotes idênticos foram gerados a partir do DNA de Zhu Jiangqiang, um animal de 150 quilos apelidado de ''o porco de boa vontade''.

Zhu é castrado e tem cinco anos de idade - o que, para padrões humanos, equivaleria a 60 anos. O animal sobreviveu ao terremoto de 8 pontos de magnitude bebendo água da chuva e comendo carvão.
Mais de 90 mil pessoas ou foram mortas ou ficaram desaparecidas em consequência do terremoto na China, considerado o maior desastre natural já ocorrido nesta geração no país.

Ele teria ficado traumatizado após ter ficado debaixo dos escombros por 36 dias.
Em entrevista ao jornal Sunday Morning Post, o cientista Du Yutao, que comandou o projeto de clonagem, reservou calorosos elogios ao animal, dizendo que ''este porco maravilhoso voltou a nos surpreender''.

De acordo com o diário chinês, os porquinhos possuem uma notável semelhança com o pai, como um sinal de nascença entre os olhos.
Segundo o diário, os filhotes deverão ser dispostos em pares e enviados para um museu e um instituto genético.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110919_porco_china_bg.shtml

domingo, 18 de setembro de 2011

Cientistas usam microchips em abelhas para investigar esvaziamento de colmeias

Especialistas em Salamanca, na Espanha, estão realizando um projeto pioneiro que envolve colocar microchips em abelhas para investigar as causas por trás dos elevados índices de mortalidade entre elas.
"Iniciamos o projeto porque na região de Salamanca temos muitos problemas com o desabelhamento das colmeias", disse à BBC o presidente da Asociación de Apicultores de Salamanca, Castor Fernández.

"Falamos em desabelhamento quando a colmeia fica despopulada e morre. Durante anos, aqui, tem havido (um índice de) 80% de despopulação, ou seja, de cada 100 colmeias, morrem 80. É algo muito, muito grave".

Segundo Fernández, quando as abelhas desaparecem, a rainha deixa de colocar ovos para que se formem novas colmeias. Após um período, a colmeia morre.

"Não sabemos se as abelhas vão embora ou se morrem ali perto. Não sabemos o que ocorre, por isso surgiu a ideia dos microchips para ver se encontramos algum remédio".

Os minúsculos chips são acoplados ao tórax das abelhas. Cada vez que elas passam pela entrada da colmeia, um leitor de microchips registra dados que são arquivados em um computador.

Chips
Os pesquisadores José Orantes Bermejo, dos Laboratorios Apinevada, em Granada, e Antonio Gómez Pajuelo, apicultor, estão monitorando abelhas em colmeias saudáveis, onde não houve qualquer contaminação por pesticidas, e em colmeias onde foram identificados resíduos de pesticidas.

"Estamos colocando identificadores passivos (sem baterias) para identificar cada abelha de forma individual. Esses dispositivos têm um tamanho aproximado de 2 x 1,6 mm e espessura de aproximadamente 0,5 mm. O peso aproximado é de 5 mg e a abelha pode carregar (o chip) sem problemas", disse Bermejo à BBC.

Ele explicou que colocar o chip na abelha não é difícil, embora seja uma operação delicada que requer que o inseto esteja adormecido.

Abelhas de colméias saudáveis são monitoradas com microchips
"Temos abelhas marcadas com microchips em colmeias situadas em ambientes saudáveis, sem resíduos de pesticidas, e em colmeias em ambientes onde há resíduos de pesticidas em níveis não letais - provocados de forma experimental - encontrados com frequência em colmeias normais", disse à BBC seu colega Pajuelo.

Pajuelo disse que a pergunta que a equipe pretende responder é a seguinte: Esses índices de resíduos, encontrados com relativa frequência, afetariam tanto a vida das abelhas a ponto de fazer com que elas morram aos poucos? E será que essas mortes levariam a colmeia a perder quantidades importantes de abelhas ao longo do inverno, tornando-se despopulada?

Pesticidas
Segundo Pajuelo, estudos feitos até o momento vêm levando especialistas a concluir que o desaparecimento das abelhas se deve a uma conjunção de três fatores:

A má nutrição durante o outono por problemas nas florações nesse período, a falta de controle sobre o ácaro Varroa destructor, que parasita as abelhas, e o uso de pesticidas - os agrícolas, usados externamente, e aqueles usados dentro da colmeia no combate ao ácaro varroa.

"Os pesticidas são tóxicos para as abelhas e, em doses baixas, interferem na produção dos péptidos antimicrobianos do seu sistema imunológico", disse Pajuelo.. "Restos de pesticidas utilizados em torno ou dentro da colmeia contra o varroa acabam ficando dissolvidos na cera e dali passam para a parte gordurosa do pólen armazenado pelas abelhas" - os experimentos da equipe teriam demonstrado.

O pesquisador explicou que quando esse pólen é consumido pelas larvas e abelhas adultas, ocorre uma intoxicação leve, que não seria suficiente para matar as abelhas, mas que pode encurtar suas vidas e aumentar a incidência de doenças.

"A influência deste último fator é o que tentamos demonstrar marcando as abelhas com chips que nos permitem 'ler' seu período de vida".

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110913_abelhas_microchips_espanha_mv.shtml

Brasil enfrentará crise com consumo e produção, diz Dilma

A presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira que a crise econômica internacional não deve "atemorizar" o Brasil, e que o País enfrentará as turbulências mantendo o consumo e a produção. 

"Nós sabemos que a melhor forma de resistir à crise no Brasil é... continuar consumindo, produzindo, investindo em infraestrutura, plantando e colhendo, e assegurando às nossas indústrias o seu componente nacional", disse Dilma durante evento em Araçatuba (SP).

A presidente foi ao interior paulista participar do lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Rio Tietê, cujas primeiras embarcações devem ser entregues em 2012. Ela assinou ainda protocolo de intenções para investimentos em obras na hidrovia Tietê-Paraná, que conecta os cinco maiores Estados produtores de grãos do País - Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraná. O aporte federal chega a R$ 900 milhões.

Os investimentos são parte do objetivo de "reconstruir a matriz de transporte no País" e facilitar e baratear o escoamento da produção, segundo Dilma. "Nós também estamos dando um passo para tornar o nosso País mais forte para enfrentar a crise internacional", disse a presidente.

"Enquanto eles (países europeus) discutem como é que fica a crise da dívida dos seus bancos, nós estamos aqui gastando o nosso dinheiro em parcerias público-privadas, em parcerias entre o governo federal e o governo estadual para criar desenvolvimento, emprego e renda para o nosso país". Dilma também elogiou a relação com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), numa "parceria" de "princípio republicano".

Ainda nesta tarde, Dilma assina, ao lado de Alckmin, termo que autoriza o início da construção do trecho norte do Rodoanel, em investimento de R$ 6,11 bilhões, sendo R$ 1,75 bilhão em recursos federais.

Entenda
No auge da crise de crédito, que se agravou em 2008, a saúde financeira dos bancos no mundo inteiro foi colocada à prova. Os problemas em operações de financiamento imobiliário nos Estados Unidos geraram bilhões em perdas e o sistema bancário não encontrou mais onde emprestar dinheiro. Para diminuir os efeitos da recessão, os países aumentaram os gastos públicos, ampliando as dívidas além dos tetos nacionais. Mas o estímulo não foi suficiente para elevar os Produtos Internos Brutos (PIB) a ponto de garantir o pagamento das contas.

A primeira a entrar em colapso foi a Grécia, cuja dívida pública alcançou 340,227 bilhões de euros em 2010, o que corresponde a 148,6% do PIB. Com a luz amarela acesa, as economias de outros países da região foram inspecionadas mais rigorosamente. Portugal e Irlanda chamaram atenção por conta da fragilidade econômica. No entanto, o fraco crescimento econômico e o aumento da dívida pública na região já atingem grandes economias, como Itália (120% do PIB) e Espanha.

Um fundo de ajuda foi criado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Central Europeu (BCE), com influência da Alemanha, país da região com maior solidez econômica. Contudo, para ter acesso aos pacotes de resgates, as nações precisam se adaptar a rígidas condições impostas pelo FMI. A Grécia foi a primeira a aceitar e viu manifestações contra os cortes de empregos públicos, programas sociais e aumentos de impostos.

Os Estados Unidos atingiram o limite legal de endividamento público - de US$ 14,3 trilhões (cerca de R$ 22,2 trilhões) - no último dia 16 de maio. Na ocasião, o Tesouro usou ajustes de contabilidade, assim como receitas fiscais mais altas que o previsto, para seguir operando normalmente. O governo, então, passou por um longo período de negociações para elevar o teto. O acordo veio só perto do final do prazo (2 de agosto) para evitar uma moratória e prevê um corte de gastos na ordem de US$ 2,4 trilhões (R$ 3,7 trilhões). Mesmo assim, a agência Standard & Poor's retirou a nota máxima (AAA) da dívida americana.

Fonte: http://not.economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201109131624_RTR_1315930621nE5E7IP010

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